Sintram afirma que não participou da elaboração do calendário divulgado pela Secretaria de Educação e pede ressarcimento aos servidores que tiveram vencimentos reduzidos após a paralisação
Divulgação/SJ Agora O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José (Sintram/SJ) se manifestou após a divulgação do calendário de reposição dos dias letivos não realizados durante a greve dos professores da rede municipal de ensino.
A reposição foi oficializada pela Secretaria Municipal de Educação por meio da Portaria nº 977/2026, que estabelece como os profissionais que aderiram ao movimento grevista deverão cumprir a carga horária necessária para garantir o calendário escolar e atender às exigências da legislação educacional.
Em nota, o sindicato afirmou que não foi recebido pelo Executivo Municipal para discutir a reposição dos dias parados e criticou a publicação do calendário sem diálogo prévio com a categoria. Segundo a entidade, a medida foi definida de forma unilateral pela administração municipal.
Além da questão relacionada à reposição, o Sintram voltou a cobrar uma posição oficial da prefeitura sobre a devolução dos salários descontados dos servidores que participaram da greve. O sindicato defende a realização de uma folha suplementar para restituir os valores e afirma que muitos trabalhadores estão enfrentando dificuldades financeiras em razão dos descontos aplicados nos vencimentos.
A entidade também declarou estar à disposição para debater, juntamente com as secretarias municipais, um calendário de reposição que contemple tanto as necessidades da população quanto as dos servidores públicos. O sindicato sustenta que os profissionais não têm obrigação de se posicionar sobre a proposta apresentada enquanto não houver uma definição oficial sobre a devolução dos salários descontados.
Reposição dos dias parados
Conforme divulgado pela Prefeitura de São José, os professores da rede municipal que aderiram à greve deverão repor os dias letivos não realizados durante o período de paralisação. A medida tem como objetivo assegurar o cumprimento do calendário escolar de 2026, bem como a carga horária mínima anual e o número de dias letivos previstos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
A portaria determina que a reposição ocorra com atendimento direto aos estudantes e registro de frequência tanto dos profissionais da educação quanto dos alunos. A organização das atividades ficará sob responsabilidade de cada unidade de ensino, respeitando as particularidades de cada comunidade escolar.
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