Governador de Santa Catarina esclarece que reajuste é determinado pela ANEEL e não pelo governo estadual
O reajuste nas tarifas de energia elétrica em Santa Catarina, autorizado pela ANEEL, começa a valer a partir desta sexta-feira (22). O aumento médio para os consumidores será de 13,53%, mas sem considerar os encargos setoriais que não ficam com a companhia a atualização seria de 5,67%.
Segundo a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), mesmo com o reajuste, a tarifa residencial continua abaixo da média nacional e segue acompanhando a inflação. Além disso, o valor acumulado ao longo dos últimos quatro anos permanece inferior ao IGPM, índice que mede a variação dos custos para o produtor, consumidor e construção civil.
O reajuste varia conforme o perfil de consumo. Para residências comuns, que representam mais de 90% dos clientes da Celesc, o aumento será de 12,3%. Já os pequenos comércios e áreas rurais, incluídos no Grupo B (baixa tensão), terão reajuste de 12,41%, enquanto as grandes indústrias, classificadas no Grupo A (alta tensão), terão aumento de 15,8%.
Governador se manifesta
Nesta quinta-feira (21), o governador Jorginho Mello rebateu acusações de que o aumento seria responsabilidade dos governadores estaduais. Ele explicou que a decisão é federal, determinada pela ANEEL, e que grande parte do reajuste se deve à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia tarifas para famílias de baixa renda.
“Não sou contra dar energia gratuita a quem precisa, mas é preciso transparência e critério, para que todos os outros consumidores não arquem com a conta. O aumento foi determinado pelo governo federal, não pelos governadores”, afirmou Jorginho.
Fique por dentro de tudo que acontece em São José. Participe do nosso grupo de WhatsApp aqui.