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Memorial "Cão Orelha" será criado na Beira-Mar de São José para conscientizar sobre maus-tratos aos animais

Nova lei autoriza a instalação de um monumento com caráter educativo e simbólico para incentivar a proteção e o respeito aos animais no município

Por Redação São José

São José vai ganhar um novo espaço dedicado à conscientização sobre a causa animal. A Lei Municipal nº 6.596, autoriza a criação do Memorial "Cão Orelha" na Beira-Mar, como símbolo permanente de prevenção e combate aos maus-tratos aos animais. A legislação, sancionada na terça-feira (30) no Diário Oficial dos Municípios, estabelece que o memorial terá caráter educativo, cultural e simbólico, buscando fortalecer a proteção e o bem-estar animal na cidade.

Entre os objetivos da iniciativa estão conscientizar a população sobre os direitos dos animais, incentivar a denúncia de casos de maus-tratos, reforçar a importância da guarda responsável e estimular uma cultura permanente de respeito à vida animal. Conforme a lei, o memorial poderá ser representado por uma escultura, estátua ou outra instalação artística, acompanhada de uma placa com mensagem educativa voltada à proteção dos animais.

A implantação poderá ser viabilizada por meio de doações de pessoas físicas ou jurídicas, parcerias com a iniciativa privada, colaboração de entidades da sociedade civil e campanhas comunitárias de arrecadação, sem gerar obrigatoriedade de despesas para o município. O local exato da instalação e os detalhes técnicos da obra ainda serão definidos pelo Poder Executivo, levando em consideração critérios urbanísticos, paisagísticos e ambientais.

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Quem foi o Cão Orelha?

O cão comunitário Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, onde era alimentado e cuidado por moradores e comerciantes da região. Em janeiro de 2026, o animal foi encontrado gravemente ferido e morreu após receber atendimento veterinário, em um caso que gerou forte comoção em Santa Catarina e em todo o país.

A repercussão mobilizou manifestações, campanhas de conscientização e debates sobre o combate aos maus-tratos contra animais, além de impulsionar iniciativas voltadas à proteção dos chamados animais comunitários. Ao longo da investigação, novos laudos periciais levaram o Ministério Público a pedir o arquivamento do inquérito, após concluir que não havia elementos suficientes para confirmar a hipótese inicial de agressão.

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