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Prefeitura aponta Arteris e aterro na Ceasa como fatores que agravam alagamentos em São José

Relatórios técnicos identificam obstrução no Rio Imaruí e ocupação de área de preservação às margens do Rio Araújo; município vai cobrar providências dos responsáveis

Por Redação São José

São José vai notificar a Arteris Litoral Sul e a Central de Abastecimento de Santa Catarina (Ceasa) após identificar, por meio de relatórios técnicos, situações que podem estar contribuindo para o agravamento dos alagamentos registrados no município durante períodos de chuva intensa. A determinação foi anunciada nesta sexta-feira (19), após análise dos estudos realizados pelas equipes da administração municipal.

No caso da Arteris, a prefeitura pede a desobstrução da passagem sob a ponte da BR-101, no km 210, sobre o Rio Imaruí, na divisa entre São José e Palhoça. Segundo o relatório, o local apresenta acúmulo de resíduos e materiais remanescentes das obras da estrutura, comprometendo o fluxo natural da água. A administração municipal avalia que a remoção desses obstáculos pode melhorar o escoamento do rio e reduzir os impactos das cheias em áreas localizadas a jusante.

Outra situação apontada pelo município envolve uma área da Ceasa às margens do Rio Araújo. Levantamento realizado pela Secretaria de Infraestrutura identificou que aproximadamente 3,3 mil metros quadrados de Área de Preservação Permanente (APP) foram aterrados ao longo dos anos, sem identificação de licenciamento ambiental. Imagens e registros de 2003 mostram que o local era uma área natural de expansão das águas em períodos de chuva.

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De acordo com o estudo técnico, a ocupação da área reduziu a capacidade de absorção e espalhamento das águas do Rio Araújo. O relatório estima que cerca de 10 mil metros cúbicos de água, o equivalente a 10 milhões de litros, deixaram de ocupar esse espaço natural durante eventos de chuva intensa, sendo direcionados para outras regiões. O município aponta que esse volume acaba impactando especialmente áreas mais baixas da margem oposta do rio, como o entorno do Condomínio Gerônio Thives.

Os relatórios serão encaminhados à Fundação Municipal do Meio Ambiente e ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para análise e adoção das medidas cabíveis. A prefeitura afirma que seguirá realizando ações preventivas de limpeza e desassoreamento de rios, além de cobrar providências de responsáveis por estruturas ou intervenções que possam contribuir para o agravamento dos alagamentos em São José.

O São José Agora buscará posicionamento da Arteris Litoral Sul e da Ceasa sobre os apontamentos feitos pela Prefeitura de São José e atualizará a reportagem assim que houver manifestação das instituições. O espaço permanece aberto para esclarecimentos sobre as medidas já adotadas ou previstas em relação às situações apontadas nos relatórios técnicos do município

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