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POLÍTICA

Deputado que perdeu mais de 30 kg propõe remédio para obesidade gratuito pelo SUS em SC

Projeto do deputado estadual Sérgio Motta (Republicanos) prevê fornecimento da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, para pacientes com obesidade grau III atendidos pela rede pública

São José, 05/03/2026 10h45 | Atualizada em 05/03/2026 11h13 | Por: Viva Corp
Divulgação

Um projeto de lei que começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) propõe que o Estado passe a fornecer gratuitamente um medicamento utilizado no tratamento da obesidade para pacientes atendidos pela rede pública de saúde. A proposta é do deputado estadual Sérgio Motta (Republicanos) e prevê a distribuição da tirzepatida, princípio ativo do remédio conhecido comercialmente como Mounjaro, para pessoas diagnosticadas com obesidade grau III.

A iniciativa já avançou nas comissões do Parlamento catarinense. O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e também recebeu parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação, sob relatoria do deputado Marcos Vieira (PSDB). O projeto agora segue para análise e votação em plenário.

A defesa do projeto também é marcada por uma experiência pessoal vivida pelo próprio parlamentar. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele relata que chegou a enfrentar grandes dificuldades no dia a dia por causa do excesso de peso. Segundo o deputado, tarefas simples como calçar um tênis, colocar uma meia ou subir escadas passaram a exigir esforço extremo e vinham acompanhadas de cansaço e falta de ar.

Ele conta que decidiu procurar ajuda médica, passou a adotar uma rotina com dieta e exercícios e iniciou tratamento com a tirzepatida. De acordo com o parlamentar, o processo resultou na perda de mais de 30 quilos e na recuperação da mobilidade.

Veja:

 

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Ao relatar a experiência, Motta afirma que percebeu que muitas pessoas enfrentam o mesmo problema, mas não conseguem iniciar o tratamento por causa do alto custo do medicamento na rede privada. Segundo ele, foi justamente essa realidade que o motivou a apresentar o projeto de lei.

Ao defender a proposta, Motta afirma que a obesidade precisa ser tratada como um problema de saúde pública e lembra que a doença está associada a diversas complicações, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e apneia do sono, fatores que acabam pressionando ainda mais o sistema público de saúde.

A proposta estabelece que o fornecimento do medicamento pelo Estado deverá ocorrer mediante prescrição médica na rede pública, apresentação de laudo clínico e acompanhamento multidisciplinar do paciente. O texto também prevê prioridade para pessoas com comorbidades associadas à obesidade e para famílias com renda de até três salários mínimos.

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