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SEGURANÇA

“A polícia e a guarda vão prender os bandidos", afirmou Topazio Neto ao anunciar ação conjunta no viaduto da divisa com São José

Área há anos tomada por usuários de drogas, roubos e furtos agora recebe vigilância permanente

Por Redação São José - SC

Com apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e equipes da saúde, a Prefeitura de Florianópolis iniciou na manhã desta sexta-feira (27) uma força-tarefa no viaduto da Via Expressa (BR-282), na divisa com São José. O local é conhecido há anos pela ocupação por pessoas em situação de rua e pelo domínio de criminosos envolvidos em furtos, roubos e tráfico de drogas.

Buracos na estrutura do viaduto vêm sendo utilizados como dormitórios improvisados, com acúmulo de lixo e forte odor. Além disso, há relatos constantes de roubos de fios, receptação de materiais furtados e crescente sensação de insegurança entre moradores e comerciantes da região.

"Essa é uma área já conhecida por usuários de droga. Chamamos a polícia e a guarda municipal. Agora vamos ter vigilância permanente", afirmou o prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, em vídeo divulgado nas redes sociais. A ação inclui aumento das equipes de abordagem social, presença fixa no local e intensificação das internações clínicas.

A promessa é de fiscalização contínua, inclusive em estabelecimentos comerciais suspeitos de receptação. “A polícia e a guarda vão prender os bandidos. E a saúde vai intensificar as internações em clínicas particulares que estamos contratando”, reforçou o prefeito.

 

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Divisa marcada por omissão e cobrança

Apesar do ponto estar tecnicamente em território de Florianópolis, ele afeta diretamente a população de São José, especialmente nos bairros Campinas e Barreiros. Por anos, a Guarda Municipal de São José e a PM atuaram de forma mais presente no entorno, enquanto moradores e autoridades josefenses cobravam mais protagonismo da capital.

A falta de articulação entre os dois municípios fez com que o viaduto se tornasse, nas palavras de quem convive com a realidade do local, uma verdadeira "faixa de Gaza" urbana: território tomado, onde a sensação de abandono imperava.

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