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SEGURANÇA

Alexandre de Moraes avalia transferência de Silvinei Vasques, ex-secretário de São José, para penitenciárias da Grande Florianópolis

Objetivo da transferência é permitir que ele continue os estudos do doutorado durante o cumprimento; defesa pedia mudança desde dezembro

São José, 21/01/2026 11h44 | Atualizada em 21/01/2026 14h49 | Por: Redação
Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (20) que as penitenciárias da Grande Florianópolis verifiquem a disponibilidade de vagas para receber Silvinei Vasques, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José e ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A medida ocorre após a defesa de Silvinei, que desde dezembro vinha solicitando ao STF que a prisão cautelar fosse cumprida em Santa Catarina, preferencialmente em Florianópolis e São José, pedido que até o momento não havia sido acatado. O objetivo da transferência é permitir que ele continue os estudos do doutorado durante o cumprimento da pena.

No despacho, Moraes pede que as unidades prisionais indiquem a disponibilidade de vagas compatíveis com o regime de prisão preventiva ao qual o ex-secretário está submetido. A administração penitenciária de Brasília também foi consultada sobre a viabilidade da operação. Até o momento, a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (SEJURI) ainda não recebeu notificação oficial sobre o pedido.

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Sobre a prisão

Silvinei foi detido em 26 de dezembro depois de violar a tornozeleira eletrônica e tentar embarcar em um voo no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal planejava seguir com uma escala no Panamá antes de chegar a El Salvador. Semanas antes, Silvinei Vasques havia solicitado a exoneração do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José

Segundo as investigações, o ex-diretor-geral teria coordenado o emprego das forças policiais para dificultar que eleitores considerados desfavoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro chegassem a seus locais de votação no dia do segundo turno das eleições de 2022. Ele foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão.

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