Medida foi solicitada pelo Ministério Público após crime com violência durante a madrugada no Centro Histórico; vítimas foram rendidas dentro do quarto
Divulgação O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu e obteve na sexta-feira (27), a internação provisória de dois adolescentes investigados por ato infracional análogo ao crime de roubo qualificado, praticado com violência e grave ameaça, no Centro Histórico de São José. A medida foi deferida pela Vara da Infância e Juventude, e os jovens permanecem apreendidos durante a apuração dos fatos.
O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de fevereiro, por volta das 3h. Conforme a investigação, os adolescentes, com um terceiro envolvido, que morreu ainda no mesmo dia, invadiram a residência de um policial militar após escalarem o muro do imóvel. Um deles entrou por uma janela que estava entreaberta e abriu a porta para os demais.
Já no interior da casa, o grupo se dirigiu ao quarto do casal, que dormia no momento da ação. As vítimas foram rendidas sob ameaça de arma de fogo e faca, agredidas e obrigadas a entregar bens. Uma delas sofreu um ferimento na perna ao tentar reagir. Após o roubo, o casal foi amarrado e trancado no banheiro da residência.
Entre os itens levados estavam dois aparelhos celulares, a arma particular do policial, um veículo Mitsubishi Outlander e um jet-ski, utilizados na fuga. Ainda na mesma noite, durante as buscas, um dos suspeitos morreu após confronto com equipes do BOPE, com apoio do 16º e do 7º Batalhões da Polícia Militar e da Guarda Municipal, no bairro Picadas do Sul.
Posteriormente, outro desdobramento no dia 13 de fevereiro, ocorreu na localidade de Santa Isabel, na cidade de Águas Mornas, onde dois suspeitos, pai e filho, foram localizados em um sítio. Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo imóvel teria auxiliado na ocultação do adolescente envolvido no crime.
Para o promotor de Justiça Carlos Eduardo Cunha, da 6ª Promotoria de Justiça de São José, a gravidade da conduta, a violência empregada, os indícios de autoria e o histórico de atos infracionais justificam a aplicação da medida de internação provisória, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para casos cometidos com violência ou grave ameaça. As investigações seguem em andamento.
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