Crescimento acelerado da região contrasta com estrutura ainda limitada de vigilância; forças de segurança prometem intensificar ações
Divulgação A sequência de crimes registrada no Loteamento Lisboa III, na região do Alto Forquilhas, parte mais afastada do bairro Forquilhas, tem gerado medo e revolta entre os moradores. De acordo com relatos enviados à reportagem, apenas na última semana foram registrados, em média, sete assaltos a residências, além de furtos de carros, motos e quantias em dinheiro. Há casos em que criminosos teriam invadido casas durante a madrugada, enquanto as famílias dormiam, aumentando ainda mais a sensação de vulnerabilidade.
A situação se intensificou nos últimos 15 dias, período em que os registros passaram a ser praticamente diários. Localizado em uma área de expansão urbana, o loteamento tem recebido novos empreendimentos, residências e prédios, o que impulsiona o crescimento populacional, mas também expõe um problema: a estrutura de segurança ainda não acompanha esse avanço. Moradores relatam baixa cobertura de câmeras e dificuldade de acesso, fatores que, segundo eles, favorecem a ação de criminosos.
Procurado pela reportagem, o 7º Batalhão de Polícia Militar informou que realiza rondas contínuas em toda a cidade e que mantém uma programação operacional direcionada ao Loteamento Lisboa III, com foco em ações preventivas e presença policial. A corporação destacou ainda que, neste ano, foram registradas quatro ocorrências de furto na região, sendo que um dos veículos foi recuperado em menos de 24 horas.
Já o comando da Guarda Municipal de São José afirmou que as denúncias recebidas estão sendo analisadas pelo setor de inteligência, que atua na verificação de imagens, mesmo diante da limitação de câmeras no local. O trabalho, segundo a corporação, é minucioso e envolve o cruzamento de registros de outras áreas para identificar possíveis veículos suspeitos. A Guarda também informou que ampliou o número de rondas no loteamento, mas reconhece que a localização, por ser uma área de passagem para outros bairros, pode dificultar ações mais efetivas.
Nova base da GM na região
Como medida para reforçar a segurança, a Guarda Municipal estuda transformar uma base administrativa existente na entrada do Lisboa em uma base operacional. A proposta prevê a presença fixa de viaturas e atendimento direto à população, o que pode aumentar a sensação de segurança e agilizar respostas às ocorrências. A expectativa é de que a mudança ocorra no início do segundo semestre, após a conclusão de outra estrutura.
Parlamentar se manifesta
O vereador Adair Tessari (Republicanos) também se manifestou sobre a situação e reforçou as cobranças por mais segurança na região. O parlamentar classificou o cenário como inaceitável e afirmou que tem cobrado ações imediatas do poder público, como o reforço nas rondas, presença efetiva das forças de segurança e medidas concretas para garantir proteção à comunidade.
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