Paciente procurou ajuda na segunda (20) com dores, foi medicada e liberada sem exames; no fim da tarde, deu entrada desacordada em posto de saúde no bairro Ipiranga
Reprodução/SJ Agora Uma mulher morreu na última segunda-feira (20) depois de procurar atendimento médico pela manhã, ser liberada e voltar a passar mal horas depois em São José. Segundo relatos da família, ela deu entrada na UPA de Forquilinhas por volta das 6h30, com dores abdominais e tontura.
No local, recebeu soro e medicação para dor, mas não foram realizados exames para investigar a causa do problema. Mesmo com sintomas persistentes, foi liberada por volta das 12h com a orientação de que não havia nada grave. Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo marido da paciente reforça a gravidade do quadro.
Em casa, o quadro se agravou rapidamente. A paciente passou a sentir dores intensas, dificuldade para caminhar e, pouco depois, perdeu a consciência. No relato, ele afirma que, antes de levá-la até a unidade de saúde mais próxima, no bairro Ipiranga, a mulher já havia desmaiado em casa e estava desacordada.
Por volta das 16h30, já em estado grave, foi colocada no carro pelo marido e levada até a UBS. Sem estrutura completa de emergência, por se tratar de uma Unidade Básica, profissionais da unidade, entre médicas, enfermeiras, técnicas e agentes de saúde, se mobilizaram para retirar a paciente do veículo e iniciar o atendimento.
Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), com uso de ambu, desfibrilador, medicações e acesso venoso, enquanto o SAMU era acionado. Apesar dos esforços, a morte foi confirmada.
Vandalismo na unidade
Já na tarde de quarta-feira (22), um episódio chamou a atenção na mesma unidade de saúde do bairro Ipiranga: quatro veículos que estavam no estacionamento tiveram os vidros quebrados. Apesar dos danos, nada foi levado. A motivação ainda é desconhecida, e não há confirmação de relação com o caso anterior.
Prefeitura se manifesta em nota
A Secretaria Municipal de Saúde de São José lamenta profundamente o falecimento da paciente e se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor.
A paciente chegou à unidade já em parada cardiorrespiratória, sem pulso, em decorrência de um aneurisma roto de aorta abdominal, uma condição clínica com índice de mortalidade acima de 90%. Diante da gravidade, a equipe iniciou imediatamente as manobras de reanimação conforme os protocolos oficiais, em superfície plana e rígida, condição essencial para a eficácia das compressões.
Por isso, o atendimento ocorreu no chão, de forma ágil, segura e correta, especialmente diante das condições clínicas da paciente. A equipe atuou com rapidez, respeito e dentro de todos os protocolos, preservando a dignidade da paciente durante todo o atendimento.
Em atendimento anterior na UPA Forquilinha, a paciente foi assistida pela equipe médica, que seguiu os protocolos clínicos adequados às queixas por ela apresentadas. Após avaliação e reavaliação, recebeu alta com orientações médicas e a recomendação de retorno imediato à unidade em caso de persistência ou agravamento dos sintomas.
A Secretaria permanece à disposição para esclarecimentos e reafirma seu compromisso com a qualidade e a transparência no atendimento à população.
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