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SEGURANÇA

Operação mira lavagem de dinheiro ligada ao setor funerário e bloqueia até R$ 15 milhões; mandados são cumpridos em São José e Florianópolis

Polícia Civil analisa transações milionárias e estrutura financeira usada para movimentação de recursos

Por Redação São José

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta sexta-feira (13), oito mandados de busca e apreensão durante a Operação Cortejo Oculto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a fraudes em licitações públicas no setor funerário. As ordens judiciais foram executadas em São José e Florianópolis, com bloqueio patrimonial que pode chegar a R$ 15 milhões.

A investigação é desdobramento de apurações conduzidas anteriormente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO/SC), nas operações “Mercadores da Morte” e “Caronte”, que analisaram suspeitas de cartel, práticas anticompetitivas e possíveis fraudes em licitações e contratações públicas. Foram analisadas movimentações bancárias, registros fiscais e documentos empresariais.

A Polícia Civil identificou indícios de fracionamento de operações, circulação sucessiva de valores, uso de terceiros e tentativa de conferir aparência legal a recursos possivelmente ilícitos. Parte do grupo, segundo a investigação, teria utilizado uma holding para concentrar e redistribuir valores, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro. Há movimentações milionárias sob análise, incluindo cerca de R$ 4 milhões em transações específicas, o que levou à adoção de medidas cautelares para evitar a dissipação de bens e preservar ativos.

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos telefones celulares, dinheiro em espécie e veículos, além do bloqueio de contas bancárias e outras medidas patrimoniais para impedir a movimentação de recursos possivelmente ligados aos fatos investigados.

A Polícia Civil confirmou o cumprimento de mandados em São José. No entanto, informações preliminares indicam que a investigação não tem relação com a prestação de serviços funerários do município. Até o momento, não foram divulgados nomes de investigados, empresas, contratos ou valores apreendidos ligados à cidade.

Em atualização.

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