Ação conjunta das polícias civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul cumpriu mais de 100 medidas judiciais e investiga crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Divulgação/SJ Agora São José esteve entre os municípios alvo da Operação Apakani, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11) pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. A investigação mira uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, com movimentação financeira estimada em R$ 21,3 milhões.
Na cidade, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um casal. Já em Palhoça, uma pessoa foi presa durante o cumprimento das medidas judiciais.
A operação integra a Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Mais de 100 medidas judiciais
A operação mobiliza policiais em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, a Justiça autorizou 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos.
Até o momento, 26 pessoas foram presas. Durante a operação, também foram apreendidos R$ 22 mil em dinheiro e uma arma de fogo. Além das medidas executadas nesta quinta-feira, a investigação contou com 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo afastamentos de sigilos bancário, fiscal, financeiro e telemático.
Principal alvo foi preso em Florianópolis
Durante as investigações, os agentes identificaram que um dos principais alvos da organização criminosa havia fugido do Rio Grande do Sul e estaria escondido em Florianópolis. Considerado pelos investigadores o elo entre organizações criminosas gaúchas e catarinenses, ele foi localizado e preso no bairro Rio Tavares, no Sul da Capital. Segundo a Polícia Civil gaúcha, o suspeito exercia papel estratégico na articulação das atividades criminosas entre os dois estados.
De acordo com os investigadores, a organização criminosa utilizava uma estrutura financeira complexa para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas. Por isso, além das prisões, a operação teve como foco atingir o patrimônio dos investigados. As medidas judiciais incluíram bloqueio de contas bancárias, sequestro de veículos e outras ações destinadas a descapitalizar o grupo.
Segundo os delegados responsáveis pelo caso, o objetivo é enfraquecer financeiramente a organização criminosa e responsabilizar tanto suas lideranças quanto os operadores envolvidos no esquema.
Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha
A Operação Apakani teve origem em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha no município de Canoas, no Rio Grande do Sul. A partir daquela ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa mais ampla, responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala no estado gaúcho.
As diligências desta quinta-feira ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em São José, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e Florianópolis.
Para a execução da operação, foram mobilizados 249 policiais civis do Rio Grande do Sul e 50 policiais civis de Santa Catarina.
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