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SEGURANÇA

Violação de túmulo obriga mãe a enterrar filha novamente após cinco meses em São José

Crânio de menina de 7 anos foi furtado semanas após o enterro e só agora liberado após perícia

São José, 18/03/2026 06h07 | Atualizada em 18/03/2026 06h17 | Por: Redação
Divulgação/Redes sociais

O que já era dor virou um sofrimento ainda maior para uma família de São José. Cinco meses após ter o túmulo da filha violado, a mãe Tuani Cristina Alves, se prepara para retornar ao cemitério e realizar um novo sepultamento da menina, de apenas 7 anos. A criança havia morrido semanas antes do crime, em setembro de 2025, depois de enfrentar por anos um tratamento contra um tumor cerebral. A despedida, no entanto, foi interrompida de forma brutal no mês seguinte.

Em outubro, o local onde a menina estava enterrada, no Cemitério São João Batista, em Forquilhas, foi alvo de violação. O crânio da criança foi retirado do túmulo, gerando indignação e comoção na comunidade. A resposta da Polícia Militar na época foi rápida. Um homem de 29 anos acabou localizado e preso poucas horas depois. De acordo com a PM, ele carregava o crânio dentro de uma mochila e teria dito que utilizaria o material em um ritual. O item foi recuperado ainda no mesmo dia.

Apesar disso, a família não pôde dar continuidade imediata ao sepultamento. Os restos mortais passaram por uma série de procedimentos periciais, incluindo exames que confirmaram oficialmente a identidade da menina. Somente agora, com a parte burocrática concluída, a mãe poderá enfim se despedir novamente da filha.

 

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Em entrevista ao grupo ND, o delegado Rodolfo Serafim Cabral explicou que o crânio permaneceu por cerca de um mês e meio armazenado antes de ser encaminhado para a perícia. Segundo ele, a decisão de dar celeridade ao processo ocorreu após assumir o caso, já que a investigação estava praticamente concluída e a família seguia enfrentando o sofrimento.

“Ficou um mês e meio aqui, numa sala guardada. Já que era um caso já elucidado, que a família sofria muito, foi tomada a iniciativa de encaminhar o crânio para a perícia, para que fosse feita a análise e, posteriormente, devolvido à família e ao túmulo, de onde nunca deveria ter saído”, afirmou.

Cemitério voltou a ser alvo de violações neste ano

O caso não é isolado. Em janeiro deste ano, o Cemitério São João Batista, em Forquilhas, voltou a ser alvo de ocorrências semelhantes, com cinco túmulos antigos encontrados violados. Na época, a Polícia Militar esteve no local, mas não havia familiares presentes para confirmar os danos. 

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