Acolhimento não é adoção; famílias oferecem cuidado provisório enquanto o futuro da criança é definido pela Justiça
Giuliano Gomes/PR Press O município de São José voltou a incentivar famílias do município a participarem do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA), política pública que oferece, de forma temporária, cuidado, proteção e afeto a crianças e adolescentes que precisam ser afastados da família de origem por medida judicial.
O acolhimento familiar é provisório e não se trata de adoção. Durante o período em que a criança ou adolescente permanece com a família acolhedora, todo o processo é acompanhado por uma equipe técnica do município, enquanto o Judiciário define o futuro da criança, que pode incluir o retorno à família de origem ou outra medida de proteção.
As famílias acolhedoras recebem acompanhamento constante de profissionais do serviço social e da psicologia, além de uma ajuda de custo mensal no valor de um salário mínimo por criança ou adolescente acolhido. No caso de grupos de irmãos acolhidos juntos pela mesma família, o valor é proporcional ao número de acolhidos, limitado a até três salários mínimos.
O objetivo do serviço é garantir que crianças e adolescentes afastados do convívio familiar não precisem ser institucionalizados, priorizando o crescimento em um ambiente familiar, o que faz diferença direta no desenvolvimento emocional, social e na segurança afetiva.
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora é previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e regulamentado pela Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. As famílias passam por processo de cadastro, capacitação e acompanhamento contínuo e não possuem finalidade adotiva.
Quem quiser participar pode entrar em contato através do (48) 99679-0714 ou (48) 99679-1918.
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