Segundo Ronaldo Coutinho, modelos apontam avanço de um dos eventos climáticos mais intensos já registrados
Divulgação O possível avanço de um Super El Niño voltou a preocupar meteorologistas e pode provocar mudanças importantes no comportamento do clima já no próximo mês. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o meteorologista Ronaldo Coutinho afirmou que os modelos climáticos já indicam um El Niño muito forte atuando entre junho e agosto, com tendência de intensificação até o fim do ano.
Segundo ele, as projeções mostram temperaturas do Oceano Pacífico entre 1°C e 3°C acima da média em uma extensa área, cenário considerado favorável para a formação de um dos eventos mais intensos já registrados. A previsão indica que o fenômeno deve ganhar ainda mais força entre julho, agosto e setembro, avançando para um possível Super El Niño entre novembro e janeiro.
Para a Região Sul do Brasil, o alerta é para aumento nos episódios de chuva excessiva, temporais frequentes e mudanças bruscas de temperatura. De acordo com Coutinho, os impactos começam a ganhar força já a partir da segunda metade de junho, inicialmente entre Paraná e Santa Catarina, avançando depois para o Rio Grande do Sul.
Ronado Coutinho também chamou atenção para possíveis reflexos em outras regiões do país. Estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul podem registrar períodos de chuva acima da média alternados com momentos mais secos. Apesar de o cenário ainda estar em monitoramento, o especialista reforça que os próximos meses exigem atenção devido ao risco elevado de eventos climáticos extremos
Veja:
Encontro define ações após alerta climático em SC
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina realizou na segunda-feira (25) a primeira reunião presencial do Comitê de Gestão de Crises após a assinatura do Decreto de Alerta Climático no estado. O encontro contou com a presença do governador Jorginho Mello, além de representantes de órgãos estaduais, forças de segurança e equipes técnicas.
A medida tem caráter preventivo e foi adotada diante das previsões associadas ao fenômeno El Niño. O decreto não configura situação de emergência ou calamidade pública, mas permite a mobilização antecipada das equipes para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida.
Durante a reunião, foram discutidas estratégias integradas de logística, assistência humanitária e o pré-posicionamento de equipes e equipamentos em áreas historicamente mais vulneráveis a eventos climáticos extremos.
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